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Doença de Baastrup ou Artrose interespinhosa lombar

Conjunto de sintomas devidos à artrose interespinhosa, que provoca, especialmente, dores e limitações importantes dos movimentos.

A Síndrome ou Doença de Baastrup ou Artrose interespinhosa lombar (kissing spine syndrome) consiste em um processo degenerativo relacionado ao desenvolvimento de uma pseudo-articulação entre as apófises espinhosas e o aparecimento de fenômenos artrósicos. Define-se como uma variedade peculiar de artrose axial.

Trata-se de uma condição na qual as apófises espinhosas contíguas se aproximam entre si e roçam, produzindo uma sobrecarga mecânica e mudanças nas superfícies ósseas. Ocorre com mais frequência entre a terceira, a quarta e a quinta vértebras lombares.

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Sintomas

A Síndrome de Baastrup é uma causa pouco conhecida, apesar de não excessivamente rara, de dor lombar. A origem da dor atribuída à doença de Baastrup pode ser explicada de duas maneiras: a irritação das corticais adjacentes e a distensão da bursa interapofisária que, em alguns casos, pode separar as superfícies corticais afetadas.

Efetivamente, a artrose interespinhosa pode ser acompanhada pela formação de bursas adventícias – a bursite, que é a inflamação ou irritação de umas bolsas cheias de líquido, denominadas bursas, que se localizam em alguns lugares onde há pontos de atrito, como os músculos, os tendões ou os ossos.

Os(as) paciente afetados(as) por esta Síndrome têm, com frequência, crises agudas e repetidas de lombalgia. A sintomatologia aumenta progressivamente, conforme a patologia evolui, se tornando quase constante e aparecendo ao fazer qualquer movimento ou ao mover a região lombar, com a consequente limitação -especialmente de flexão e extensão- na parte afetada.

Diagnóstico

Do ponto de vista radiológico, a Síndrome de Baastrup se caracteriza por: esclerose das superfícies em contato, achatamento e hipertrofia das apófises espinhosas.

As mudanças mencionados nas superfícies ósseas podem ser observadas nas radiografias da coluna vertebral ou em outros exames de imagem, como a Tomografia Axial Computadorizada.

Frequentemente, a Doença de Baastrup está relacionada à presença de estenose de canal, protuberâncias de disco e anterolistese. Por esta razão, chegar a um diagnóstico a partir do quadro clínico é mais difícil, já que os sintomas da lombalgia não podem ser atribuídos, de forma exclusiva, a esta síndrome.

Causas

Na causa da doença de Baastrup, parece fundamental a presença de um aumento notável da lordose lombar, independentemente das causas pelas quais esta última se manifesta.

A diminuição do raio da curvatura lombar formada pelos corpos vertebrais, produzida por um aumento da lordose, implica em uma aproximação da parte posterior das vértebras, chegando a estar em contato com as apófise espinhosas ou favorecendo o aparecimento deste processo: os atritos entre as suas bordas originam o aparecimento de novas superfícies articulares, formando secundariamente as cartilagens que as recobrem, a cápsula e, inclusive, a sinovial.

Quando se acrescentam movimentos frequentes de hiperextensão da coluna lombar, bruscos e repetidos, se produz o contato ósseo direto (que normalmente estaria protegido pelos ligamentos espinhosos entre as apófises), o que gera uma predisposição a novas rupturas, achatamentos e crises de lombalgia.

Além disso, a degeneração ou ruptura do ligamento interespinhoso parece ser um elemento chave no desenvolvimento dos fenômenos degenerativos que se observam na Síndrome de Baastrup.

Fatores de risco

O fator de risco principal da Doença de Baastrup é a idade, já que esta patologia prevalece mais em idosos(as), sem haver diferença entre sexos.

Além disso, qualquer outra patologia que facilite o aparecimento de um aumento da lordose lombar, pode constituir um fator de risco no desenvolvimento da Artrose interespinhosa.

Complicações

A Síndrome de Baastrup pode se complicar principalmente pela persistência dos sintomas da dor lombar e da limitação dos movimentos e da atividade do(a) paciente, afetando a qualidade de vida do mesmo(a).

De forma excepcional, a Doença de Baastrup pode também se complicar com fraturas das apófises espinhosas involucradas.

Tratamentos

Em geral, os tratamentos que se podem indicar para a Síndrome de Baastrup são os seguintes:

  • O conservador e sintomático, que é o inicial, com analgésicos e/ou antinflamatórios não esteróides (AINE) e reabilitação.
  • Se o primeiro não permite os resultados desejados, podem ser realizadas infiltrações locais sobre a bursa interapofisária, guiadas por exames de ultrassom, com ótimos resultados.
  • Também estão sendo praticadas diversas técnicas cirúrgicas para tratar de aliviar os sintomas, com resultados muito controversos.

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