Diástase abdominal

A diástase abdominal é um problema comum, principalmente, no pós-parto. Além disso, a obesidade também pode ser uma possível causa para o surgimento do quadro.

O que é diástase abdominal

A diástase nada mais é do que um afastamento dos músculos do abdômen e dos tecidos que unem esses músculos. Com isso, a musculatura abdominal fica enfraquecida e esticada devido ao rápido aumento ou perda de peso.

Além da questão estética associada à deformação do abdome, ela pode provocar, sobretudo nas mulheres em processo de pós-parto, dores na região da lombar. Já que quando a musculatura está enfraquecida, os movimentos representam maior esforço, e é por isso que a dor aparece.

Possíveis causas

A gravidez acaba por alongar os músculos do abdome, separando as duas bandas musculares e permitindo que protuberâncias se criem neste espaço “vazio”. E é por isso que, muitas vezes, mesmo após o parto, as mulheres ainda ficam com grande volume abdominal. Pois a sobrecarga na região da barriga diminuiu, mas os músculos já estavam desgastados e “sem força” para voltar ao lugar.

Além da gravidez, ex-obesos podem apresentar diástase abdominal após uma cirurgia bariátrica. Já que em um curto espaço de tempo, a perda de peso foi consideravelmente alta e os músculos não acompanharam o processo com a mesma rapidez.

Nesses casos, as consequências do quadro podem ser: dores nas costas, nádegas, lombar e pernas; o surgimento de uma protuberância vertical ao realizar algum esforço físico (sentar, levantar, espirrar, etc.); além de ocasionar o surgimento de flacidez na região. Por isso, é importante que você saiba diagnosticar corretamente o seu paciente, para assim, propor uma melhor solução para o caso.

Prevenção

A primeira forma é a prática regular de exercícios. Pois o fortalecimento dos músculos da região é muito importante para evitar que eles se alonguem mais do que o ideal. Além do mais, uma boa postura associada à práticas como o Pilates, são responsáveis por fortalecer a parede abdominal e prevenir o surgimento da diástase.

Outro ponto importante é a alimentação. Se equilibrada, ela pode conter o ganho de peso excessivo, não sobrecarregando a região. E casos de recorrência também são frequentes. Ou seja, se em algum momento o paciente já sofreu com um quadro de diástase, as chances do diagnóstico se repetir são maiores.

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico, existem duas maneiras de identificar o quadro de diástase abdominal: exame físico ou exames de imagem, como ultrassonografia. E só assim será possível mensurar, em centímetros, a abertura desta musculatura.

Já o método de tratamento vai depender da complexidade do caso. Em pacientes com graus mais leves, uma combinação de exercícios na fisioterapia para fortalecimento pode resolver. Mas para casos mais avançados, em que a prática de exercícios e uma dieta equilibrada não dão conta de resolver, uma das saídas é a cirurgia.

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