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Discussões Trauma

Questão Trauma 001

Discussão:
Lesão de tendões flexores
A divisão de zonas de Verdan volar é:
1: distal à IFP.
2: entre A1 e IFP (terra de ninguém).
3: túnel do carpo a A1.
4: túnel do carpo
5: proximal ao túnel do carpo.
Na zona 1, as roturas são classificadas por Leddy (de pior para melhor).
Tipo 1: tendão retrai na palma; reparo em até 7 dias.
Tipo 2: tendão retrai apenas até a IFP; pode ser reinserida em até alguns meses.
Tipo 3: fragmento ósseo; tendão não passa pelo túnel osteofibroso (Jersey ósseo). Reparo precoce.
Na zona 2: são diversas situações, que devem ser avaliadas caso a caso.
Zona 3: reparo sempre que possível.
Zona 4: zona crítica; tenorrafia assim que possível. Se necessário enxerto, fazer a sutura proximal ou distal ao TC.
Zona 5: geralmente lesões múltiplas. Essencial: reparo do FPD, FS indicador, FLP, nervo mediano, nervo ulnar, pelo menos uma das artérias.

Questão Trauma 002

Discussão:
A classificação de Leddy-Parker de lesões de tendões flexores na zona 1 é dividida em 3 tipos, e vai da pior para melhor:
Tipo 1: retração até a palma, com lesão das vínculas, reparo bom em até 1 semana.
Tipo 2: retração até IFP, vincula íntegra, pode ser reparado em até alguns meses.
Tipo 3: retração até IFD, pois há fragmento ósseo.

Questão Trauma 003

Discussão:

 

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Questão Trauma 004

Discussão:

 

Questão Trauma 005

Discussão:
Classificação de Leffert de Lesões do Plexo Braquial
I: aberta (geralmente perfuração com faca)
II: fechada (geralmente por acidente com moto)
IIa: supraclavicular; pré-gangliônica, ou pós-gangliônica.
IIb: infraclavicular
III: radiação
IV: obstétrica
IVa: Erb
IVb: Klumpke

Questão Trauma 006

Discussão:
A ordem de prioridade para as cirurgias é:
Recuperação da flexão do cotovelo
Abdução do ombro
Sensibilidade da face medial do braço, antebraço e mão

Questão Trauma 007

Discussão:
O bizu da classificação de fratura dos ossos do antebraço é lembrar: Ulna = Um. Sendo assim:
22 – 1 = ulna
22 – 2 = rádio
22 – 3 = ambos
22A:1 = Ulna.
1.1 = oblíqua.
1.2 = transversa.
1.3 = Monteggia (com luxação da cabeça do rádio).
2 = Rádio.
2.1 = Oblíqua
2.2 = Transversa
2.3 = Galeazzi (com luxação da ARUD).
3 = ambos.
3.1 = rádio, proximal.
3.2 = rádio médio.
3.3 = rádio distal.
(1) Sem luxação
(2) Com luxação da cabeça do rádio (Monteggia)
(3) Com luxação da ARUD (Galeazzi)
Nas 22B, segue o mesmo padrão, mas há cunha (1 intacta, 2 fragmentada, 3 com luxação).

Questão Trauma 008

Discussão:
Tratamento conservador de fratura da diáfise da ulna (considerada como fratura do cassetete pela forma como ocorre o trauma) – e do rádio também – é indicada quando: fratura estável, isolada, com menos de 50% de desvio; menos de 10 graus de angulação; 2/3 distais da ulna.
Apresenta contraindicações relativas: fratura de ambos os ossos, fraturas luxações, fratura desviada da diáfise do rádio, fratura instável isolada da ulna, fratura isolada proximal da ulna.
Tratamento cirúrgico é indicado quando: fratura de ambos os ossos; fratura isolada desviada do terço proximal da ulna; fratura-luxação; fratura isolada desviada da diáfise do rádio; fratura isolada instável da ulna com angulação maior que 10 graus; fratura patológica.
Fratura isolada e estável de ulna pode ser tratada com gesso antebraquiopalmar ou brace. O Rockwood não fala sobre necessidade de redução incruenta.

Questão Trauma 009

Discussão:
Sinostose completa com ponte óssea sólida ocorre em 1 a 6% das fraturas de antebraço. O principal fator de risco é TCE. Além disso, trauma de alta energia, fratura no mesmo nível, cominuição significativa. Utilizar-se de vias de acesso separadas para a fixação de ambos os ossos é uma forma de evitar esta complicação.

Questão Trauma 010

Discussão:
O desvio que ocorre na fratura de Bennet (parcial articular) se deve ao abdutor longo do polegar (migração proximal) e ao adutor do polegar (adução e supinação).

Questão Trauma 011

Discussão:
Instabilidades cárpicas:
Dissociativas: rupturas ligamentares ou ósseas entre dois ossos (semilunar e algum adjacente). Em geral, início radialmente e progressão ulnar, através do escafoide ou dos ligamentos semilunares, levando a uma DISI. Se início ulnar, leva a uma VISI.
A dissociação escafossemilunar é a mais comum do carpo. A lesão aguda do ESL ocorre por desinserção do escafoide.
Classificação de Mayfield:
Estágio I: fratura do escafoide ou dissociação escafossemilunar.
Estágio II: luxação semilunocapitato.
Estágio III: ruptura semilunopiramidal.
Estágio IV: luxação do semilunar.
Classificação de Geissler: (artroscópica)
I: atenuação ou hemorragia do ligamento.
II: incongruência dos ossos do carpo desde o intervalo mediocárpico
III: intervalo entre ossos do carpo permitindo sonda de 1mm
IV: permite artroscópio de 2,7mm.
Achados radiográficos:
Intervalo ESL >3mm sugere DESL e >5mm confirma. Sinal de Terry Thomas.
Ângulo ESL: entre as linhas dos eixos longitudinais do escafoide e do SL, devendo variar de 30 a 60 graus. >60 sugere, >80 confirma DESL.
Ângulo RSL: descreve a inclinação do SL em relação ao rádio, se >15 graus suspeita de DESL, se >20, confirma.
Sinal do anel cortical também sugere instabilidade ESL.
Tratamento:
Agudas (<4 semanas)
Geissler 1 – conservador
Geissler 2 – FK + imobilização percutânea
Geissler 3 e 4 – RAFI
Se associadas a fratura do rádio distal, RAFI.
Subagudas (4-24 semanas)
RAFI e imobilização com aparelho de Colles. Técnica de Blatt. Utilizar tecido capsular em vez de tendão para substituir o ligamento.
Crônicas (>24 semanas)
Técnica de Blatt e imobilização com aparelho de Colles.

  

Fusão escafo-trapézio-trapezoide
Depende do tempo de lesão, grau de lesão, instabilidade e expectativas do paciente. A finalidade é estabilizar o escafoide distal e com isso fixar mais firmemente o polo proximal no interior da fossa do esafoide do radio distal. Manter escafoide em 45 graus de flexão, fechar o intervalo ESL e manter a altura do carpo. Alivia a dor e dá bons resultados funcionais.
Fusão dos quatro cantos: pacientes jovens ativos, com instabilidade ESL e artrose grave. Retira o escafoide e artrodesa os quatro cantos: capitato, hamato, semilunar, piramidal.

Questão Trauma 012

Discussão:
Fratura do escafoide:
Mais comum em homens jovens. Media de idade de 35 anos. Tempo de consolidação 8-12 semanas. Irrigação retrógrada pelo ramo dorsal da artéria radial.
Nas primeiras 24h, dor na tabaqueira anatômica e a na tuberosidade do escafoide = 100% sensibilidade e 74% de especificidade para fratura.
Incidências: AP, AP supinado, perfil, oblíqua ulnar. Para ver DISI: AP punho fechado, desvio radial, oblíqua ulnar. Para ver corpo: Zieter/Banana view.
Classificação de Herbert
Tipo A: agudas, estáveis. Fraturas incompletas. Tratamento coinservador por 4-6 semanas com gesso de colles.
A1: Tuberosidade
A2: terço médio.
Tipo B: agudas, instáveis. RAFI, se desvios que não possam ser reduzidos de forma fechada (>1mm de desnível, 60 graus de ângulo escafossemilunar, >20 graus semilunocapitato).
B1: Oblíqua distal
B2: completa do terço médio
B3: polo proximal
B4: transescafoperissemilunar
B5: cominuta
C: retardo de consolidação.
D: Pseudoartrose estabelecida.
D1: união fibrosa
D2: pseudoartrose
Técnicas de tratamento da pseudoartrose:
Matti-Russe: enxerto ósseo cortical, com formação de túnel dentro do escafoide. Não corrige ângulo.
Fisk-Fernandes: enxerto ósseo trapezoidal; correção da deformidade em corcova.
Excisão, denervação, carpectomia, artrodese

Questão Trauma 013

Discussão:
Classificação de Mayfield:
I: lesão escafossemilunar.
II: lesão semilunocapitato.
III: lesão semilunopiramidal.
IV: lesão semilunorradial com luxação do semilunar.

Questão Trauma 014

Discussão:
Classificação de Swanson:
Tipo I: sem contaminação, sem lesão aberta >24h, sem comorbidades.
Tipo II: com alguma das anteriores.
No tipo II, não é recomendado fechamento primário.

Questão Trauma 015

Discussão:
Fraturas de falanges
Nas falanges proximais, inserem-se os lumbricais, que promovem a flexão do fragmento proximal, em fraturas distais a eles.
Conservador: desvio mínimo, compensado pela redução. Transversas são mais estáveis. Tala dorsal MF em flexão por 3 semanas.
RFFI: redutíveis instáveis. Dois fios com certo grau de divergência ou convergência.
RAFI: fraturas expostas graves; intra-articulares com desvio na base; não passíveis de redução.
Nas falanges médias, uma fratura proximal ao FSD levará a um ápice dorsal e desvio volar do fragmento distal; se distal ao FSD, levará a um ápice volar e desvio dorsal.
Fraturas da diáfise estáveis são tratadas com tala; instáveis cominutas, com RFFI.
Base dorsal: pinagem com bloqueio de extensão. Nas tardias, sem redução, RAFI.
Base volar: <30% da superfície articular = conservador >40% = RAFI.
Na falange distal, segue-se o mesmo princípio, porém com relação ao FPD.
Fraturas do tofo são tratadas com tala, se não há rompimento do leito ungueal, e como exposta que deve ser fixada com FK, se houver.
Fraturas da diáfise são tratadas conservadoramente, se naõ houver desvio, e com FK oblíquos, se houver desvio.
Fraturas da base dorsal, RIFI com bloqueio da extensão.
Da base volar, RAFI se grande desvio, grande fragmento articular ou perda da função do FPD.

Questão Trauma 016

Discussão:
Classificação de Mayfield
Luxação perissemilunar.
I: lesão escafossemilunar
II: lesão semilunocapitato
III: lesão semilunopiramidal
IV: lesão semilunocarpal com luxação do semilunar
Classificação de Dumontier
Luxação radiocárpica
Grupo I: sem fratura ou com fratura da ponta do estiloide radial
Grupo II: fratura do estiloide que envolve mais de 1/3 da fosse do escafoide
Classificação de Moneim
Luxação radiocárpica
Grupo 1: ligamentos radiocárpicos intactos
Grupo 2: ligamentos radiocárpicos afetados
Classificação de Geissler
Lesão do ligamento escafossemilunar (periescafossemilunar)
I – Atenuação ou hemorragia do ligamento
II – Incongruência dos ossos do carpos desde o intervalo mediocárpico
III – intervalo entre ossos do carpo permitindo sonda de 1mm
IV – permite artroscópio de 2,7mm

Questão Trauma 017

Discussão:
Seguindo a classificação de Mayfield, o primeiro a ser lesado é o escafossemilunar. Ele se desinsere no escafoide, geralmente.

Questão Trauma 018

Discussão:
O Rockwood 8 não fala explicitamente sobre a lesão da ARUD. Entretanto, juntando pedaços do capítulo de fratura do rádio distal, tem-se que:
– Lesão do estiloide ulnar é forte indicativo de lesão da ARUD (por lesão do CFCT).
– Deve ser testada a estabilidade da ARUD com a translação do radio e da ulna distais entre si. Se for comparativamente maior que do outro lado, há lesão.
– Neste caso, opta-se por fixar o fragmento do estiloide ulnar. Se este estiver desviado, sua redução é feita em supinação.
– Há controvérsias de o que fazer se não houver fratura do estiloide; alguns optam por fixar com FK a articulação.
– Por fim, tem-se que, ao menos teoricamente, a ARUD é mais estável em supinação, devendo ser assim imobilizada.

Questão Trauma 019

Discussão:
A técnica de ressecção ulnar distal em Wafer é indicada para pacientes com lesões do CFCT ou síndrome do impacto ulnar, apresentando alívio da dor e restauração de função igual ou superior à obtida pelo encurtamento ulnar. O suficiente da ulna pode ser ressecado artroscopicamente para aliviar a articulação ulnocarpal, e a combinação com ressecção em Wafer traz alívio ao paciente.
A técnica preserva o processo estiloide e ligamentos inseridos. Não é indicada para instabilidade radioulnar, artrite degenerativa radioulnar distal, ou instabilidade carpal.
Não, não foi descrita por Wafer. O termo se refere à “bolacha” ressecada. Existem as técnicas de Feldon, Terrono e Belsky e Tomaino e Weiser.
A técnica de Bowers é um artroplastia de hemirressecção com interposição. Indicada para fraturas não reconstruíveis da cabeça da ulna, impacto ulnocarpal com incongruidade da ARUD, artrite reumatoide envolvendo a ARUD, artrose da ARUD, lesão dolorosa do CFCT. Não é indicado se não houver CFCT reconstruível, pois, de outra forma, a ressecção ulnar é superior.

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A técnica de Darrach é a ressecção da ulna distal. Mais indicada para problemas da ARUD sintomáticos em pacientes idosos, debilitados ou com baixa demanda funcional. Também é utilizado como opção de salvamento em outros procedimentos que tenham falhado.

  

 

Questão Trauma 020

Discussão:
Lesões do CFCT
História de queda ou trauma direto sobre o punho; dor do lado ulnar, fraqueza para pegar objeto. Os sintomas melhoram com repouso e pioram com esforço.
Avaliação: Dor e clique ao supinar e pronar o antebraço com o punho em desvio ulnar.
Teste do impacto ulnar: carga axial em um punho em hiperextensão e com desvio ulnar.
Press test: Paciente sentado, deve levantar o peso do corpo com o membro acometido.
Teste da tecla de piano: punho dorsifletido, ulna luxa para dorsal; pode ser reduzida com pressão de dorsal para volar.
Sinal da fóvea: dor ao realizar pressão na área da fóvea.
Schuck test: estabilizar a porção radial do carpo e promover estresse anteroposterior na ulna, que estará instável.
RX: AP, P, AP pronado (calcular variância ulnar).
RNM: 100% sensibilidade.
Artroscopia: melhor exame para diagnóstico.
Teste do trampolim: aplicação de carga compressiva no CFCT
Teste do gancho: tentar puxar o CFCT com o probe no espaço pré-estiloide.
Apenas teste do trampolim positivo: lesão distal
Ambos positivos: lesão proximal.
Classificação de Palmer
1. Traumática – CUDuRo (Central, Ulnar, Distal, Radial)
A. Perfuração central
B. Avulsão ulnar +/- fratura ulnar.
C. Avulsão distal.
D. Avulsão radial +/- fratura do nó sigmoide.

 

2. Degenerativa (D, D+1, P+1, P+2, P+3)
A. Desgaste CFCT
B. Desgaste CFCT + condromalácia do semilunar e/ou ulna.
C. Perfuração CFCT + condromalácia do semilunar e/ou ulna.
D. Perfuração do CFCT + condromalácia do semilunar e/ou ulna + perfuração do ligamento semilunopiramidal.
E. Perfuração do CFCT + condromalácia do semilunar e/ou ulna + perfuração do ligamento semilunopiramidal + artrose ulnocarpal.

   Lesões associadas que podem contribuir para a lesão do CFCT: fratura do rádio distal com encurtamento significativo, fratura desviada do estiloide ulnar, fratura da fossa sigmoide, fraturas da cabeça da ulna, fratura luxação de Galeazzi.
Tratamento: Tipo 1, de modo geral, tentar conservador. Se persistir com dor, cirúrgico. Banda central = desbridamento, banda lateral = reparo.
Lesões crônicas (tipo 2): geralmente assintomáticas; associadas a impacto ulnocarpal. Inicialmente conservador; se falhar, pode-se fazer desbridamento artroscópico ou encurtamento ulnar.

Questão Trauma 021

Discussão:
O retalho de Moberg é indicado para defeitos que não podem ser reparados com VY; defeitos com menos de 2cm de comprimento. É realizado o avanço e inevitavelmente o dedo precisa ficar em flexão para evitar tensão no fechamento. Os feixes são incluídos no retalho.

Questão Trauma 022

Discussão:
Os agentes mais encontrados são: pasteurella multocida, para gato e cães, e eikenella corrodens, para mordedura humana.

Questão Trauma 023

Discussão:
A classificação de Green para fratura da base do 1º metacarpo é:
1. Bennett (articular parcial)
2. Rolando (articular total)
3. A. Transversa extra-articular
B. Oblíqua extra-articular
4. Salter Harris tipo II.

Questão Trauma 024

Discussão:
O retalho de Moberg é para lesões de até 2 cm da polpa digital do polegar e permite um avanço para cobertura.

Questão Trauma 025

Discussão:

 

O enxerto de pele total é usado preferencialmente para áreas de maior movimento, por apresentar retração secundária menor. É sempre importante retirar o enxerto com “sobra”, para compensar a retração futura.

Questão Trauma 026

Discussão:
A lesão aguda do ligamento geralmente ocorre por deinserção do escafoide.

Questão Trauma 027

Discussão:
O sinal da tecla é característico de lesão da ARUD. A dor a palpação indica lesão do CFCG. Os exames corroboram demonstrando a lesão do CFCT. Também dá a impressão de que há uma pseudoartrose do estiloide ulnar.

Questão Trauma 028

Discussão:
O exame demonstra uma avulsão ulnar associada a fratura do estiloide ulnar, sendo classificada por Palmer como 1B.
Classificação de Palmer:
Tipo 1: Traumática.
A: Perfuração central
B: Avulsão ulnar com ou sem fratura ulnar
C: Avulsão distal
D: Avulsão radial com ou sem fratura do nó sigmoide
Tipo 2: Degenerativa
A: Desgaste CFCT
B: Desgaste CFCT + condromalácia semilunar/ulna
C: Perfuração CFCT + condromalácia semilunar/ulna
D: C + perfuração do ligamento semilunopiramidal
E: D + artrose ulnocarpal

Questão Trauma 029

Discussão:
Classificação de Geissler:
1: Atenuação e hemorragia do ligamento
2: Lesão desde o mediocarpo
3: Lesão com passagem de probe de 1mm
4: lesão com passagem do artroscópio (2,7mm)
Tratamento de acordo com classificação:
Aguda (<4 semanas):
Geissler 1 = conservador
Geissler 2 = Fixação artroscópica (FK)
Geissler 3 = Fixação artroscópica ou aberta
Geissler 4 = Fixação aberta
Subaguda (4-24 semanas)
RAFI + imobilização com aparelho de Colles
Crônica (>24 semanas)
Técnica de Blatt; imobilização com aparelho de Colles

Questão Trauma 030

Discussão:
Distâncias críticas de gap de nervos (Valores de Grantham)

 

Questão Trauma 031

Discussão:
Classificação de Sunderland:
1 – Lesão de Mielina (Seddon: Neuropraxia)
2 – Lesão do axônio (Seddon: Axoniotmese)
3 – Lesão do endoneuro
4 – Lesão do perineuro
5 – Lesão do epineuro (Seddon: Neurotmese)

Questão Trauma 032

Discussão:
O retalho tenar pode ser usado para qualquer dedo, porém é difícil de posicionar confortavelmente no 5 dedo.
Pode legar a rigidez da IFP.
Deve-se colocar a borda lateral paralela a prega da MCF do 1 dedo.
Pele elevada com o subcutâneo subjacente com cuidado para não lesar o nervo digital radial do polegar.
A área doadora recebe um enxerto de pele total.

Questão Trauma 033

Discussão:
O retalho em avanço do polegar é o Moberg.

Questão Trauma 034

Discussão:
Fratura-luxação de monteggia
Fratura metafisária da ulna com luxação da cabeça do rádio.
O principal mecanismo de lesão é por hiperextensão, levando primeiro à luxação da cabeça e depois à fratura ulnar. Na hiperpronação, primeiro fratura a ulna, depois luxa o rádio. Por fim, golpe direto na face posterior do antebraço foi o primeiro mecanismo descrito.
Pela classificação AO, A1.3 seria Monteggia, e A2.3, Galeazzi. Se houver cunha, seriam B1.3 e B2.3, respectivamente.
Na via de Thompson, não é realmente um plano internervos, mas sim entre dois ramos do radial: entre o compartimento móvel (ERCC – nervo radial) e o ECD (NIP). Na via de Kocher, que é entre o EUC (NIP) e o ancôneo (radial), ocorre o mesmo.
A via de Henry é entre o braquiorradial (radial) e o PR proximalmente ou o FRC distalmente (mediano).

Questão Trauma 035

Discussão:
Weitbrecht e Testut são ligamentos do carpo (bizu para lembrar: o ligamento de Weitbrecht você não sabe como escrever, então você fica de RECuperação – Radio-Escafo-Capitato; o de Testut é o outro – RES, Radio-escafo-semilunar
Levine é um a técnica de redução do cotovelo.
A técnica mostrada, por fim, é a técnica de redução de fratura de rádio distal descrita por Kapandji, com posterior fixação com FK.

Questão Trauma 036

Discussão:
O efeito noose é quando, em uma luxação rotatória volar, a cabeça da falange proximal protrui entre a banda central intacta e uma banda lateral, que pode criar um efeito que impede a redução, especialmente se for realizada tração longitudinal.

Questão Trauma 037

Discussão:
No caso de suspeita diagnóstica, a imobilização pode ser realizada com ou sem bloquei odo polegar, com retorno em 10-14 dias para reavaliação.
Degrau de 1mm ou mais indica fratura desviada.
Não consegui identificar a porcentagem de D1 que progridem para D2, porém D2 apresenta pior prognóstico. Admite-se que 50% das fraturas desviadas evoluirão para não consolidação.
A incidência de Ziter é excelente para avaliação do corpo do escafoide.

Questão Trauma 038

Discussão:
O ângulo semilunocapitato maior que 15 é sugestivo, e maior que 20 é diagnóstico de lesão ligamentar (no caso, DISI; para VISI, seria 30, porém a direção para onde o semilunar aponta é diferente; volar no VISI e dorsal no DISI).
O escafossemilunar maior que 60 é sugestivo e maior que 80 é diagnóstico de DISI, e menor que 30, de VISI. Não há diferença entre os dois em relação a sensibilidade ou qual é melhor ou pior.
O REC é o ligamento de Weitbrecht (você não sabe como escrever, então fica de RECuperação).
O RES é o ligamento de Testut (Testut é um faraó que está aguardando a RESsurreição).

Questão Trauma 039

Discussão:
Os objetivos primários na lesão do plexo são: ganho da flexão do cotovelo, abdução do ombro, sensibilidade medial.
O procedimento de neurotização de Oberlin é realizado primeiro (ulnar  musculocutâneo). Pode ser feita uma dupla transferência também, com feixes do mediano (FRC) para o musculocutâneo (bíceps; e o ulnar do FUC é usado para o braquial).
O procedimento de Steindler pode ser utilizado quando se recuperou ao menos grau 3 de força, aumentando um grau, através da proximalização dos flexores do punho (desinsere-se o epicôndilo medial e o reinsere mais proximalmente, de forma que, quando o paciente fletir o punho, levará a uma flexão do cotovelo).
O procedimento de Saha é uma transferência do trapézio para compensar o deltoide não funcionante.

Questão Trauma 040

Discussão:
Lesão tendínea
O momento de realizar o enxerto é avaliado pelo teste de Peacock. Aguarda-se a resolução do edema e a possibilidade de se realizar a mobilização passiva. No teste, e pele do dorso é apertada; ao ser solta, ela permanece apertada. Nesta situação, há boas condições.
Síndrome de Parks: retração dos músculos lumbricais (também se deve a enxertia longa). Ocorre ação por tração primeiro no lumbrical e depois no tendão flexor. Quando o paciente tenta fletir o dedo, ele se estende ao nível da IFP (efeito paradoxal). É mais comum no 2 e 3 dedos.
As melhoras fontes de enxerto são: 1º Palmar longo; 2º Plantar delgado; 3º Extensores dos dedos do pé; 4º Flexores superficiais; 5º Extensor próprio do 5º dedo.

Questão Trauma 041

Discussão:
Classificação de Albertoni:
A1 – tendinosa pura com queda da FD <30 (2ª mais frequente)
A2 – tendinosa pura com queda da FD > 30 (A mais frequente)
B1 – Arrancamento ósseo e queda <30 (3ª mais frequente)
B2 – arranchamento ósseo e queda >30
C1 – lesão com fratura da base da FD e IFD estável
C2 – lesão com fratura da base da FD e IFD instável
D1 – deslocamento epifisário da FD
D2 – fratura luxação epifisária da FD
Pescoço de cisne e botoeira ocorrem como descrito.
A cirurgia de Brooks-Graner é indicada para dedo em martelo tardio. Realiza-se ressecção de cunha fusiforme de partes moles no dorso da IFD, transversalmente ao dedo, com base na pele de 1-2mm incluindo tecido subcutâneo e cicatricial do tendão posterior, sutura em bloco de
pele, subcutâneo, tendão extensor (fibrose). Fixar IFD em ligeira hiperextensão por 6 semanas com FK. Bons resultados em 93%.

Questão Trauma 042

Discussão:
Kessler Tajima é a modificação do Kessler original, mas com dois nós em um dos lados.

Questão Trauma 043

Discussão:
Lesão nervosa associada ocorre em 50% das lesões dos tendões flexores.

Questão Trauma 044

Discussão:
Lesão do plexo braquial
A lesão mais comum é por tração, e o acidente mais frequente é com moto. (70% lesões por veículo motorizado, 70% por moto).
A lesão por ferimento aberto possui melhor prognóstico, pois não apresenta lesões intraforaminais – tratar rapidamente, pois chance de regeneração pequena se tratadas conservadoramente.
Sinais de mau prognóstico e acometimento intraforaminal:
Claude Bernard Horner – lesão proximal, fala a favor de avulsão, ocorre na parte inferior do plexo.
Lesão dos nervos frênico, torácico longo, dorsal da escápula (escápula alada e elevação da cúpula diafragmática).
Ausência de Tinel
Alterações do SNA
Paralisia total da musculatura dos MMSS
Dor incontrolável
Lesões isoladas do tronco superior têm melhor prognóstico.

Questão Trauma 045

Discussão:
O retalho de kutler é feito bilateralmente no dedo, com dois retalhos triangulares. Permite pouco avanço e fecha sob tensão.
O retalho de Moberg é de avanço do polegar.
O retalho de Atasoy-Kleinert em VY é o representado na figura. Ideal para lesão transversa ou dorsal oblíqua. A base do retalho pode ser avançada por 1cm; mais do que isso pode causar isquemia. Não indicado para amputação muito proximal ou com maior perda volar.

Questão Trauma 046

Discussão:
Na falange média, uma fratura distal à inserção do FSD leva a desvio dorsal e ápice volar. Proximal a ele leva a ápice dorsal e desvio volar.

Questão Trauma 047

Discussão:
Classificação de Palmer:
1: traumática
1A: perfuração central
1B: avulsão ulnar com ou sem perfuração
1C: avulsão ulnar do carpo
1D: avulsão radial com ou sem fratura do nó sigmoide
2: degenerativa
2A: desgaste do CFCT
2B: desgaste do CFCT cm condromalácia da cabeça da ulna ou do semilunar
2C: perfuração do CFCT com condromalácia da cabeça da ulna ou do semilunar
2D: C + perfuração do ligamento semilunopiramidal
2E: D + artrite ulnocarpal
O truque é lembrar: 1 é traumática, sendo o A perfuração central, o D, avulsão radial.
2 é degenerativa, que é dividida em 2 desgastes e 3 perfurações, com adicionais gradativos: A – desgaste; B: desgaste + 1 alteração; C: perfuração + 1 alteração; D: perfuração + 2 alterações; E: perfuração + 3 alterações.

Questão Trauma 048

Discussão:
Pelo Green, indica-se artrodese com 30 graus de flexão, abdução e rotação interna.

Questão Trauma 049

Discussão:
A divisão em neuropraxia (1), axoniotmese (2 a 4) e neurotmese (5) é da classificação de Seddon.
No tipo I, há lesão da bainha de mielina.
No tipo II, há lesão completa do axônio.
A sequência das próximas lesões é: Endoneuro, Perineuro, Epineuro (EPEp).
Na axoniotmese, há recuperação da lesão pela preservação do endo, peri e epineuro, e a recuperação é de 1mm/dia, observada pela progressão do sinal de Tinel.

Questão Trauma 050

Discussão:
Ocorre supressão da adenohipófise, aumento da gordura abdominal, hirsutismo, hipogonadismo. Lembrar também do efeito osteoporótico e de resistência à insulina.

Questão Trauma 051

Discussão:
Indicações de reimplante: polegar, múltiplos dedos, amputação parcial da mão, amputação em qualquer parte em criança, punho, antebraço, cotovelo e abaixo do cotovelo (inclui avulsão), amputação de um dedo distal ao FSD.
Contraindicações: amputação em paciente com aterosclerose grave, outras doenças graves, múltiplos níveis, mentalmente instáveis, lesão por esmagamento, isquemia prolongada, amputação em adulto de um dedo próximo à inserção do flexo superficial dos dedos (indicador e dedo mínimo).

Questão Trauma 052

Discussão:
Mnemônico: EFANV – extensores, flexores, artéria, nervo, veia.

Questão Trauma 053

Discussão:
Deve-se sempre tentar a anastomose de duas veias para cada artéria, pois o retorno venoso é lento e difícil. Isso nem sempre é possível.

Questão Trauma 054

Discussão:
Em média, 11mm. 8mm nas agudas, 15mm nas por avulsão. Lembrar que o normal da sensibilidade é de 5mm.

Questão Trauma 055

Discussão:
Tolerância: Osso > partes moles > músculos. A tolerância a isquemia quente de músculos é 6 horas.

Questão Trauma 056

Discussão:
Inserção dos interósseos na base da falange proximal, e do capuz extensor distalmente. Na fratura, pela tração exercida por estes músculos, ocorre desvio dorsal com ápice volar.

Questão Trauma 057

Discussão:
O fragmento de Bennett é mantido no lugar pelo ligamento cruzado anterior oblíquo, que o une ao trapézio. Com isso é fácil saber que o fragmento é volar e ulnar. Geralmente tem formato piramidal, mas tamanho variável.

Questão Trauma 058

Discussão:
Esta interposição só ocorre na ruptura total do LCU; é a interposição do adutor do polegar entre a parte ainda inserida do LCU na base da falange proximal.

Questão Trauma 059

Discussão:
Com um traço de fratura proximal ao FSD, o capuz extensor estenderá o fragmento proximal, fazendo um desvio volar de ápice dorsal.
Por outro lado, em um traço distal ao FSD, este promoverá a flexão do fragmento proximal, com um desvio dorsal de ápice volar.

Questão Trauma 060

Discussão:
Até 90 graus de dorsiflexão, ocorre fratura do rádio distal. Aos 95-100 graus, especialmente com desvio radial, ocorre fratura do escafoide, que fica prensado pelo estiloide do rádio.

Questão Trauma 061

Discussão:
Não é uma lesão rara. Sesamoide no espaço é patognomônico; redução incruenta sempre deve ser tentada.

Questão Trauma 062

Discussão:
Fraturas com mais de 40% de envolvimento da superfície articular são consideradas instáveis e devem ser tratadas cirurgicamente; com menos do que isso, pode ser indicado tratamento conservador com órtese de bloqueio dorsal. Uma complicação comum é o flexo do dedo, tanto por tempo de imobilização, como por artrose pós traumática.

Questão Trauma 063

Discussão:
A incidência de Brewerton é indicada para avaliação de fraturas ocultas da base dos metacarpianos. É uma incidência inclinada 30 graus a partir do lado ulnar da mão, direcionada para os metacarpianos.

 

A reversa oblíqua é indicada para o colo dos metacarpianos.

 

Fraturas com consolidação viciosa podem provocar uma pseudogarra ulnar.
O quinto metacarpo é o mais instável de todos, tanto que aceita o maior nível de desvio.
Por fim, a técnica de Jahss é boa para redução, mas a imobilização é feita com tala em garrafa. Preferência do Dr. Kodi (que é a que faz mais sentido, biomecanicamente falando): dorsal, com punho em 30 graus de extensão, MCF fletidas em 90 graus, IFP livres. Isso relaxa os intrínsecos.

Questão Trauma 064

Discussão:
O segundo osso do carpo mais fraturado é o piramidal; o terceiro é o hamato (pelo Rockwood 8!!). O último é o trapezoide (au concour).
Fraturas do hâmulo do hamato são de difícil diagnóstico. Incidências oblíqua e do túnel do carpo. Indicativos de fratura: ausência do gancho, esclerose do gancho, ausência de densidade cortical.
A circulação do escafoide é feita por uma artéria dorsal, de fluxo retrógrado.

Questão Trauma 065

Discussão:
Mulheres são acometidas mais do que homens; alterações emocionais e tabagismo estão associados à doença. A lesão nervosa (causalgia) é o tipo II.

Questão Trauma 066

Discussão:
O padrão mais comum é avulsão do escafoide.

Questão Trauma 067

Discussão:
A técnica de Brunelli (prende dorsal), assim como a de Linschied (prende volar), utiliza o FRC. A técnica de Almquist utiliza o ERCC (prende dorsal). A figura não está ajudando muito, mas serve para lembrar que Brunelli quase não dá volta. Linscheid e Almquist dão mais voltas.

  

Questão Trauma 068

Discussão:
Lembrar pela classificação de Palmer que:
1 é traumática.
Sendo: CUDuRo. A: Central; B: Ulnar; C: Distal; D: Radial.
Tratamento:
Lesões agudas ulnares (1B): seis semanas de imobilização.
Lesões crônicas periféricas: (B, C, D) reparo aberto ou artroscópico.
Lesões crônicas centrais (1A): desbridamento da porção central.

Questão Trauma 069

Discussão:
Rupturas pós fratura ocorrem quase exclusivamente no ELP (3º compartimento), relacionando-se a fatores mecânicos e isquêmicos. As tenossinovites acometem principalmente o 1º compartimento (DeQuervain).
A tendência é se pensar no terceiro compartimento por causa do tubérculo de Lister, mas a culpa da tenossinovite é do primeiro. Lembrar também que é uma complicação que ocorre mais no tratamento conservador do que no cirúrgico, de forma que provavelmente tem relação com a redução do fragmento do estiloide do rádio e a área cruenta da fratura.

Questão Trauma 070

Discussão:
A fixação intramedular apresenta: índices de resultados satisfatórios inferiores a outros métodos; maior índice de PSA; mau controle da redução; e não há qualquer exploração neurovascular, pois a redução é incruenta.

Questão Trauma 071

Discussão:
O mecanismo mais comum é a luxação anterolateral, que traciona o NIP, provocando sua lesão com mais frequência que dos outros nervos.

Questão Trauma 072

Discussão:
Ocorre com o antebraço pronado e o punho estendido. Ocorre fratura do rádio distal e luxação da radioulnar distal pela tração dos supinadores.

Questão Trauma 073

Discussão:
Ocorre mais frequentemente no tratamento conservador, pelo contato do tendão com a área cruenta da fratura.
Lembrar que ruptura do ELP é diferente da tenossinovite.
Tenossinovite acomete o primeiro compartimento.
Ruptura do ELP é no terceiro.

Questão Trauma 074

Discussão:
O mecanismo que leva ao Bado tipo 1 é o mesmo da pronação dolorosa: tração longitudinal em pronação com possível hiperextensão.

N

No tipo 2, o braço é submetido a carga axial com 60 graus de flexão. A diferença da força da ulna em crianças e adultos pode explicar a alta incidência em adultos e raridade em crianças.

  

Tipo 3: causada por varo e hiperextensão. Alguns discutem que há pronação envolvida, mas não é consenso.

  

Há discussão sobre o tipo 4: uns dizem hiperpronação, outros, trauma direto. Acredita-se, por fim, que o mecanismo é semelhante ao tipo 1.

Questão Trauma 075

Discussão:
Lesões com queda maior que 30 graus apresentam também maior desinserção de estruturas distais.
O ligamento retinacular oblíquo (de Landsmeer) liga a movimentação da IFD e IFP. Fica volar ao eixo da IFP (origina-se do aspecto lateral e volar da F1), mas dorsal ao eixo da IFD (insere-se dorsalmente no terminal extensor lateral, cruzando ligamentos colaterais). Com a flexão da IFP, o ligamento relaxa para permitir flexão da IFD. Na extensão, ocorre o oposto.
Sua contratura gera desvio volar das bandas laterais e deformidade em botoeira. Quando tenso, na flexão em repouso da IFP, a IFD fica estendida; com a IFP estendida, não consegue fletir a IFD.
É diferente do encurtamento dos intrínsecos, em que há diminuição da flexão da IFP quando a MCF está estendida, e melhora quando está fletida.
Por outro lado, no encurtamento dos extensores, com a MCF estendida há maior flexão da IFP, e quando fletida, há menor flexão.
A classificação da Albertoni:
A: lesão tendíneas (1: <30º; 2: >30º)
B: avulsão óssea (1 e 2)
C: lesão com fratura da base da FD (IFD: 1) estável; 2) instável)
D: Lesão com luxação fisária (1) ou fratura luxação fisária (2).

Questão Trauma 076

Discussão:
O abdutor longo do polegar se insere na base do falange proximal e a traciona proximalmente.
O adutor se insere no metacarpo, provocando adução e supinação do primeiro meta.

Questão Trauma 077

Discussão:
Lembrar a ordem de Mayfield:
1 – escafolunar
2 – semilunocapitato
4 – semilunopiramidal
5 4 – falha do ligamento radiocarpal dorsal, permitindo luxação do semilunar.

Questão Trauma 078

Discussão:
Zonas extensoras de Verdin:
I – IFD. Mallet finger. Tala em extensão por 6 semanas.
II – Falange média. Lacerações completas: reparo primário e tala em extensão.
III – IFP. Lesão da banda central. Tala em extensão por 6 semanas. Se o ligamento triangular também estiver rompido, as bandas laterais migram volarmente, gerando dedo em botoeira.
IV – FP. Reparo primário do tendão (e bandas laterais, se necessário), depois tala em extensão.
V – MCF. Geralmente mordida por briga. Reparar tendão e bandas sagistais conforme necessário.
VI – Metacarpos. Reparo primário e mobilização precoce ou tala dinâmica.
VII – retináculo do punho provavelmente lesado. Reparo prima´rio do tendão, mobilidade precoce.
VIII – antebraço distal. Junção musculotendíena. Reparo primário de tecido tendinoso e imobilizar.
IX – Antebraço proximal. Geralmente lesão muscular. Lesão neurovascular alta. Reparar músculo e imobilizar.

Questão Trauma 079

Discussão:
AS fraturas do meio da falange média provocam ápice volar pelo empuxo do FSD e pela extensão dos tendões terminais. As fraturas na base provocam ápice dorsal pois o fragmento distal é fletido pelo FSD e o proximal é estendido pela banda central.

Questão Trauma 080

Discussão:
O metacarpo distal é aduzido e supinado pelo adutor do polegar, e, ao mesmo tempo, a abdutor longo do polegar puxa o metacarpo radial e proximalmente.

Questão Trauma 081

Discussão:
Usa-se enxerto esponjoso, colocado por via volar. Indicado apenas para fraturas sem desvio ou encurtamento.

Questão Trauma 082

Discussão:
A classificação AO para ossos do antebraço parte do princípio: 1 – Ulna (UM- ULNA); 2 – rádio; 3 – ambos.
Sendo: A: traço simples; B: cunha; C: complexa.

Questão Trauma 083

Discussão:
Essex lopresti
Lesão da membrana interóssea e da ARUD pode resultar em instabilidade do antebraço, chamada de lesão de Essex Lopresti.
Uma caraga axial causa impacção da cabeça do rádio no capítulo com trauma mais grave produzindo uma fratura do coronoide ou ruptura da membrana interóssea e ARUD.
Reconhecimento precoce e prevenção de instabilidade axial do antebraço é preferida. Infelizmente, a maioria dos pacientes apresenta tardiamente seguindo uma excisão da cabeça do rádio. Enquanto 2 a 3 mm de migração proximal são esperados após a excisão da cabeça do radio com ligamentos intactos da ARUD e membrana interóssea, migração proximal marcante pode ocorrer com lesão destas estruturas estabilizadoras. O manejo ideal para lesão crônica é desconhecido. Opções incluem: antebraço de um osso só, reposição da cabeça do rádio com encurtamento imediato ou estagiado da ulna, ou técnicas de reconstrução combinadas com prótese da cabeça do rádio.

Questão Trauma 084

Discussão:
Fratura do rádio distal
Classificações:
Classificação de Gartland e Werley
Grupo 1: fratura simples de COlles sem envolvimento da superfície articular
Grupo 2: colles cominuta com fraturas da superfície articular em que os fragmentos não foram desviados
Grupo 3: Colles cominuta com fraturas da articulação radial com desvio dos fragmentos
Grupo 4 (Solgaard): extra articular não desviada.
Classificação de Older:
Tipo 1: sem desvio. Perda de alguma angulação volar até 5 graus de angulação dorsal. Sem encurtamento radial significante – 2mm ou mais acima da ulna.
Tipo 2: desviada com cominuição mínima. Perda de angulação volar ou desvio dorsal do fragmento distal. Encurtamento – usualmente não abaixo da ulna distal, ocasionalmente 3mm abaixo. Cominuição mínima do radio dorsal.
Tipo 3: desviada com cominuição do rádio distal. Cominuição do rádio dorsal. Encurtamento abaixo da ulna distal. Cominuição do fragmento distal radial.
Tipo 4: desviada com cominuição grave do rádio distal. Cominuição marcante do rádio dorsal; cominuição do fragmento radial distal – esmigalhado com fraturas na articulação. Encurtamento – 2 a 8mm abaixo da ulna distal. Cortex volar ruim em alguns casos.
Classificação de Frykman:
Tipo I: extra-articular, sem fratura ulnar.
Tipo II: extra-articular, com fratura ulnar.
Tipo III: articular radiocarpal, sem ulna
Tipo IV: articular radiocarpal, com ulna.
Tipo V: ARUD articular, sem ulna
Tipo VI: ARUD articular, com ulna.
Tipo VII: ARUD e radiocarpal, sem ulna.
Tipo VIII: ARUD e radiocarpal, com ulna.
Classificação de Melone:
Tipo 1: desviada ou desvio variável do complexo medial como unidade. Sem cominuição. Estável após redução fechada.
Tipo 2: instável, die punch. Desvio moderado ou grave do complexo medial como uma unidade com cominuição do córtices dorsal e volar.
A: irredutível, fechada.
B: irredutível, fechada devido ao impacto.
Tipo 3: como tipo 2, mas com espícula do rádio no lado volar, que pode comprometer o nervo mediano.
Tipo 4: Split, instável. Os fragmentos do complexo medial estão severamente cominutos com rotação dos fragmentos.
Tipo 5: explosão. Desvio grave e cominuição geralmente com cominuição diafisária.
Lembrar: desviada – die punch – Spike – Split – explosion
Classificçaao AO:
23 A – extra articular
1 – ulna
2 – rádio simples
3 – rádio multifragmentada
23 B – articular parcial
1 – articular sagital
2 – dorsal (Barton)
3 – volar (Barton reverso)
23 C – articular completa (tradicional)
Classificação de Fernandez:
Tipo 1 – fraturas metafisárias por flexão
Tipo 2 –fratura por cisalhamento que necessita de redução
Tipo 3 – compressão da superfície articular sem a fragmentação característica
Tipo 4 – fratura por avulsão ou fraturas-luxações radiocarpais
Tipo 5 – lesões combinadas com envolvimento significativo de tecidos moles em razão da alta energia do trauma
Fatores de instabilidade:
Idade: paciente com mais de 80 anos
Desvio inicial: quanto maior, pior
Cominuição metafisária: defeito metafisário aumenta a chance de instabilidade.
Lafontaine fucking instability criteria:
Desvio dorsal > 20 graus
Cominuição dorsal
> 60 anos
Traço articular
Fratura associada da ulna
Critérios aceitáveis de desvio (RW 8):
Variância ulnar positiva até 2-3mm
Mau-alinhamento carpal – nenhum.
Tilt dorsal – neutro se carpo mal alinhado, <10 graus se alinhado.
Tilt palmar – sem limite se carpo alinhado.
Gap ou degrau articular – 2mm.
RW7: ângulo radial: perda menor que 5 graus.

Questão Trauma 085

Discussão:
A lesão na zona 3 afeta a IFP; desta forma, lesa os tendões extensores terminais. Desta forma, o que pode realizara extensão da IFD são os ligamentos de Landsmeer.

Questão Trauma 086

Discussão:
Não tem a referência, mas o desvio é principalmente em flexão. Lembrar que esta é a deformidade que mais se encontra da no tratamento cirúrgico do escafoide e na pseudoartrose. O polo distal é naturalmente pronado e fletido ulnarmente em relação ao proximal, e a fratura acentua isso.

Questão Trauma 087

Discussão:
Quando a mobilidade da articulação MCF alcança 60 graus, capsulotomia é contraindicada, pois apenas 60 a 70 graus de mobilidade podem ser esperados após cirurgia, mesmo se as partes moles ao redor forem normais.

Questão Trauma 088

Discussão:
Apesar de rara, deve ser considerada entre lesões que ocorrem no escafoide. Compressão axial de um punho dorsifletido força mais dorsiflexão, e após as fraturas do escafoide, o lábio dorsal do rádio impacta a cabeça do capitato, fraturando-o. Conforme o punho continua com a dorsiflexão, após o escafoide e o capitato estarem fraturados, a cabeça do capitato gira 90 graus. A mão, quando retorna à posição normal, traz o fragmento proximal do capitato em 180 graus de rotação.
Esta lesão pode ser associada a luxação perissemilunar ou fraturas da extremidade distal do rádio. Redução aberta é necessária para derrodar os fragmentos do capitato.
Pode ocorrer osteonecrose do capitato; se sintomática, pode ser tratada com artroplastia de excisão e interposição, ou artrodese mediocarpal ou capitatohamato.
Fraturas isoladas do capitato são raras; se não desviadas, tratamento conservador; se desviadas, tratamento cirúrgico.

Questão Trauma 089

Discussão:
Luxação traumática do tendão extensor em direção ao aspecto ulnar da articulação MCF ocorre mais comumente no dedo médio. Ocorre como lesão na porção proximal radial das bandas sagitais e a fáscia mais proximal, quando o dedo é estendido subitamente contra resistência. Lesão da face ulnar com luxação radial do tendão é rara. Lesões mais violentas podem causar lesão dos ligamentos colaterais e da superfície articular.
Se atendida cm poucos dias, esta luxação pode ser tratada efetivamente com tala da MCF e punho em extensão por 3 a 4 semanas, seguido de imobilização removível por 3 a 4 semanas.
Se crônica, reparo com uma seção das fibras centrais do mecanismo extensor na articulação MCF.
Há três tipos de lesão da banda sagital:
Tipo I: sem instabilidade do extensor.
Tipo II lesões com subluxação do tendão extensor.
Tipo III: luxação do tendão extensor.

Questão Trauma 090

Discussão:
A monteggia tipo II é mais comum em adultos. Ela lesa o NIP por tração durante a luxação da cabeça do rádio. Foi subdividida em:
2ª: fratura bem proximal através do coronoide.
2B: fratura na junção da metáfise proximal e diáfise da ulna.
2C: fratura diafisária ulnar.
2D: fratura complexa envolvendo a ulna do olecrano até a diáfise.
-> Se a redução da cabeça do rádio não ocorrer prontamente com a redução da ulna, deve-se suspeitar de abotoamento através do ligamento anular ou ancôneo. Se houver uma cabeça irredutível ou fratura diafisária proximal, colo ou cabeça do rádio, deve-se fazer uma via acessória.

Questão Trauma 091

Discussão:
Em fraturas da parte superior do rádio, abaixo da inserção do supinador e acima da inserção do PR, dois músculos robustos, bíceps e supinador, exercem uma força sem obstáculo que promove a supinação do fragmento radial.
Em fraturas distais à inserção do pronador redondo, a força do bíceps e supinador é neutralizada. Nestes casos, o fragmento proximal é levemente supinado ou está em posição neutra.
Ao realizar a redução de fraturas do antebraço, a localização da fratura ajuda a determinar o grau de supinação necessária do fragmento distal para corrigir o alinhamento rotacional. Falha em corrigi-lo levará a consolidação viciosa rotacional e perda de rotação. Deta forma, é crucial que redução anatômica seja alcançada.

 

Questão Trauma 092

Discussão:
Apesar de o teste de Watson ser feito palpando-se o escafoide e testando-se o seu deslocamento de acordo com o desvio radial do carpo, ele foi feito para avaliar lesão do ligamento ESL – portanto, uma das lesões da instabilidade perissemilunar. Um teste positivo é sugestivo da lesão.

Questão Trauma 093

Discussão:
O gabarito fala que a resposta correta é 1A. O que fala no Campbell sobre lesão 1ª é que deve ser tentado sempre tratamento conservador inicialmente e que, caso este não funcione, deve-se tentar o tratamento artroscópico, através de ressecção de até 2/3 do disco e reparo da perfuração.
Lembrar a classificação de Palmer: 1 – CUDuRo, 2 – D, D+1, P+1, P+2, P+3.

Questão Trauma 094

Discussão:
Parafusos são indicados para fraturas oblíquas longas ou espirais, uma vez que RAFI não consegue controlar estes padrões tão bem quando fraturas transversas. Para escolher fixação apenas com parafuso, a razão do comprimento da fratuar ou plano de fratura com o diâmetro do osso deve ser de pelo menos 2:1.

Questão Trauma 095

Discussão:
Para reparação tardia do tendão flexor na zona II com enxerto primário é necessária a permeabilidade das polias.

Questão Trauma 096

Discussão:
VISI é uma instabilidade carpal não dissociativa, quando o semilunar atinge uma flexão de mais de 15 graus, por dissociação do ligamento semilunopiramidal.

Questão Trauma 097

Discussão:
I – anterior
II – posterior
III – lateral
IV – anterior com fratura de ambos os ossos

Questão Trauma 098

Discussão:
Série indicada para escafoide: PA, PA com desvio ulnar, lateral verdadeira (alinhamento carpal) e PA com pronação de 45 graus. Desvio ulnar e pronada deixam o eixo longo do escafoide mais paralelo ao raio, sendo mais fácil identificar a fratura.

Questão Trauma 099

Discussão:
A presença de cominuição isoladamente não necessita de tratamento cirúrgico. Quando o mecanismo de trauma é esmagamento, o envelope periosteal pode permanecer relativamente intacto, contanto que o desvio da fratura não é significativo. O grau de desvio é mais relacionado à estabilidade inerente do que à direção ou ao numero de planos de fratura.

Questão Trauma 100

Discussão:
Cross-finger é adequado para cobertura de defeito da pele e partes moles na superfície volar do dedo, quando tendões e estruturas neurovasculares estão expostos e uma pequena quantidade de gordura subcutânea é necessária.
A autonomizam ocorrem após 12 a 14 dias; os dois dedos podem iniciar movimentação no dia seguinte à autonomização.
Devem ser evitados em pacientes com mais de 50 anos, com alterações artríticas ou uma tendência a rigidez do dedo por outro motivo, e pacientes com infecção local.

Questão Trauma 101

Discussão:
Linscheid dividiu em DISI (Semilunar estendido: >15 graus semilunocapitato, >60 graus escafossemilunar, subluxação dorsal do capitato); e VISI (semilunar fletido, >30 graus semilunocapitato, <30 escafossemilunar).
Taleisnik dividiu em estática (radiografias normais mostram mau alinhamento do carpo) e dinâmica (alinhamento anormal apenas quando o carpo é forçado).
Alguém dividiu em dissociativa (lesão da cinemática normal dentro de uma fileira cárpica) e não dissociativa (lesão entre as fileiras carpais).

Questão Trauma 102

Discussão:
Mais comum em homens jovens, com quedas (40%) ou trauma esportivo (33%).
80% da irrigação ocorrem pelo ramo dorsal da artéria radial.
65% das fraturas ocorrem no colo, e apenas 26% no polo proximal.

Questão Trauma  103

Discussão:
Deformidades em botoeira que são diagnosticadas precocemente em fraturas fechadas antes de ocorrerem contraturas fixas podem ser tratadas conservadoramente. Se o paciente consegue apresentar alguma extensão ativa da IFP, isto sugere uma banda central com ruptura incompleta. Tratamento conservador consiste em imobilização da IFP em extensão máxima, enquanto permitindo que a IFS seja fletida ativamente. Pressão excessiva que possa levar a necrose de pele sobre a IFP deve ser evitada. Extensão deve ser mantida por 4 a 6 semanas o tempo todo, e depois apenas noturna por mais algumas semanas.
Se a deformidade é trauma´tica e o diagnóstico é de ruptura completa, transecção ou laceração da banda central, ela deve ser exposta cirurgicamente e reparada.
-> Algumas fontes consideram lesão aguda como aquela com menos de 4 semanas de trauma.

Questão Trauma  104

Discussão:
Dissociação radioulnar. Geralmente ocorre após queda sobre mão espalmada, resultando em fratura da cabeça do rádio e lesão da membrana interóssea e da ARUD, levando à migração proximal do rádio.
Edwards e Jupiter classificaram de acordo com o tipo de fratura da cabeça do rádio.
Tipo 1: fraturas grandes desviadas da cabeça do rádio.
Tipo 2: fraturas gravemente cominutas da cabeça do rádio.
Tipo 3: fraturas antigas com migração irredutível proximal do rádio.

Questão Trauma  105

Discussão:
Lesão do ELP na zona VII ocorre frequente por sequela de fratura do rádio distal. Pode ser tratado com transferência do EPI para ELP, com excelentes resultados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Traumatologia e Ortopedia

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