Ciências Básicas

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Discussões Ciências Básicas

Questão Ciências Básicas 001

Discussão:

As cargas em condições estáticas distribuem-se 60% no calcanhar, 8% no Mediopé e 32% no Antepé, sendo 28% nas cabeças dos metatarsos, e 4% nos dedos.

Questão Ciências Básicas 002

Discussão:

O teste de Pillings consiste na compressão do terço médio da perna, promovendo abertura da mortalha, se houver lesão da sindesmose tibiofibular distal, o que provocará dor.
O teste de Jack, utilizado para avaliação do pé plano flexível e do funcionamento do mecanismo de molinete do pé, é realizado com o paciente em posição ortostática, com carga, fazendo-se a dorsiflexão passiva do Hálux, o que promoverá a varização do retropé e a formação do arco plantar longitudinal.
O teste de Kelikian-Ducroquet é realizado com a compressão anteroposterior do Antepé, que promoverá a correção dos dedos em garra, pela carga simulada.
Sinal de Mulder é realizado através da compressão laterolateral do dos metatarsos, enquanto se palpa o espaço acometido com a outra mão. Deve ocorrer, associado a dor que se irradia pelos dedos, um estalo pela passagem do neuroma através do ligamento Intermetatarsal transverso.

Questão Ciências Básicas 003

Discussão:

O teste de Pillings consiste na compressão do terço médio da perna, promovendo abertura da mortalha, se houver lesão da sindesmose tibiofibular distal, o que provocará dor.
O teste de Jack, utilizado para avaliação do pé plano flexível e do funcionamento do mecanismo de molinete do pé, é realizado com o paciente em posição ortostática, com carga, fazendo-se a dorsiflexão passiva do Hálux, o que promoverá a varização do retropé e a formação do arco plantar longitudinal.
O teste de Kelikian-Ducroquet é realizado com a compressão anteroposterior do Antepé, que promoverá a correção dos dedos em garra, pela carga simulada.
Sinal de Mulder é realizado através da compressão laterolateral do dos metatarsos, enquanto se palpa o espaço acometido com a outra mão. Deve ocorrer, associado a dor que se irradia pelos dedos, um estalo pela passagem do neuroma através do ligamento Intermetatarsal transverso.

 

Questão Ciências Básicas 004

Discussão:

Dois ângulos principais são usados para a avaliação de fraturas do calcâneo:
Bohler, 25-40 graus, traçado seguindo a linha da tuberosidade posterior e fazendo-se um ângulo em relação a horizontal articular do calcâneo. Indica principalmente lesão da tuberosidade posterior e perda da altura.
Gissane, 120-140 (Rockwood 7; Rockwood 8 não cita valor), ou 95-110 pelo Netter, é traçado por duas linhas articulares, a partir do ápice das tuberosidades, até o cruzamento entre elas. Avalia também afundamento e lesões em depressão. Na fratura do calcâneo, a Gissane abre, e o Bohler fecha.

Questão Ciências Básicas 005

Discussão:

O tendão que se insere no navicular é o tendão do músculo tibial posterior.

Questão Ciências Básicas 006

Discussão:

O complexo ligamentar de LIsfranc é composto por três estruturas ligamentares, que vão da cunha medial ao segundo metatarsos: um componente dorsal (mais fraco), um componente plantar, e, entre eles, o ligamento de LIsfranc per se, o mais forte. As luxações geralmente são dorsais, devido à fragilidade ligamentar do complexo neste ponto.

Questão Ciências Básicas 007

Discussão:

O nervo fibular superficial passa do compartimento lateral para anterior a 12 cm do maléolo lateral.

Questão Ciências Básicas 008

Discussão:

A incidência de Mortise é realizada da mesma forma que a AP (paciente em decúbito dorsal, cassete sob a perna, feixe centrado sobre o tornozelo e perpendicular ao cassete), mas com rotação interna de 15 graus.
A incidência de estresse, por outro lado, utilizada para avaliar a lesão do deltoide, é realizada a partir do Mortise, com rotação externa do pé.

Questão Ciências Básicas 009

Discussão:

Os lumbricais originam-se dos FLD, cada um originário de dois tendões (exceto pelo primeiro), passam plantarmente às MTF e se inserem no capuz extensor dorsal das IF. Seu teste é como descrito na opção A: estabilizam-se os MTT laterais pela face plantar, e a flexão das MTF levará a uma extensão das IF.

Questão Ciências Básicas 010

Discussão:

O ângulo de Costa Bertani segue a linha da tuberosidade do calcâneo até a borda inferior do navicular e cruza uma linha que vai da borda inferior do navicular à borda inferior do sesamoide. O normal é de 115 a 128 graus, estando diminuído no pé cavo.
O ângulo de Meary é traçado pelo eixo longo do tálus e o eixo do primeiro metatarso. Devem ser colineares, ou seja, 0. Quando há ápice dorsal, o pé é cavo; ápice volar, o pé é plano.
O ângulo de kite é traçado pelo cruzamento do eixo longo do tálus e do calcâneo. Pode ser feito tanto no AP quanto no perfil. Em ambos, deve medir entre 20 e 40.
Ainda não há descrição do ângulo de Corsato. No entanto, existe a descrição verbal da técnica de corsato para realização de Duvries incruento, a famosa “Corsatada”.

Questão Ciências Básicas 011

Discussão:

O ângulo de Kite pode ser medido tanto no AP quanto no Perfil, tendo o valor normal de 20-40 graus para ambos. É medido pelo eixo longo do calcâneo e eixo longo do tálus, estando diminuído no pé cavo e aumentado no pé plano.

Questão Ciências Básicas 012

Discussão:

O compartimento lateral é composto pelo fibular curto, fibular longo, nervo fibular superficial e a artéria fibular.
O compartimento anterior é composto pelo tibial anterior, extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos, fibular terceiro, artéria tibial anterior, nervo fibular profundo.
O compartimento posterior superficial é composto pelos gastrocnêmios, sóleo e plantar delgado.
O compartimento posterior profundo é composto pelos músculos tibial posterior, flexor longo dos dedos, flexor longo do hálux, artéria tibial posterior, nervo tibial.

Questão Ciências Básicas 013

Discussão:

O tendão do fibular longo passa posterolateral ao fibular curto, como mostrado abaixo.

Questão Ciências Básicas 014

Discussão:

As doenças dos tendões fibulares são dividas em três tipos: 1) tenossinovite sem subluxação ou luxação dos tendões fibulares. 2) tenossinovite com luxação (geralmente por lesão do retináculo superior, geralmente associada a instabilidade lateral crônica). 3) tenossinovite estenosante.

Questão Ciências Básicas 015

Discussão:

O teste de blocos de Coleman original é composto de apenas uma parte. Nela, o paciente deve apoiar o pé sobre um bloco de madeira e colocar o primeiro raio para fora. Se houver correção, trata-se de um pé cavo varo flexível, causado por hiperflexão do primeiro raio. Se não houver correção, trata-se de um pé cavo rígido causado por alteração do retropé.
O Tarcísio, não se sabe por quê, descreve dois outros tempos do teste: na segunda fase, coloca-se todo o antepé para fora do bloco, e a correção implica que a causa é do antepé como um todo, enquanto a não correção implica em lesão exclusivamente do retropé. No terceiro tempo, usa-se a formação dos dois blocos em degraus diferentes; a correção implica em causa associada de antepé e retropé, e a não correção, em causa exclusiva do retropé.

Questão Ciências Básicas 016

Discussão:

Tecnicamente, o nome correto é gaveta posterior da fíbula, e serve para avaliar lesão da sindesmose. Estabiliza-se a tíbia e promove-se a translação anterior e posterior da fíbula, o que deve gerar dor (além de ocorrer em maior amplitude do que do lado contralateral).

Questão Ciências Básicas 017

Discussão:

O teste de Kinoshita é utilizado para avaliação da síndrome do túnel do tarso posterior. É feita dorsiflexão e eversão máximas por 5-10 segundo, e ele deve provocar os
sintomas – parestesia ou dor na face medial do pé, causada pela compressão dos ramos do nervo tibial – plantar medial, plantar lateral ou calcâneo medial.

Questão Ciências Básicas 018

Discussão:

O teste de rotação do tálus serve para avaliar lesão dos ligamentos tibiofibulares distais. Deve-se estabilizar o terço médio com uma mão; com a outra, apoia-se o calcanhar, e o antebraço, a face medial do pé, promovendo rotação externa do pé.
O teste da gaveta anterior do tornozelo serve para avaliar lesão do ligamento fibulotalar anterior. Estabiliza-se a perna com uma mão, e com a outra se promove a translação anterior do tálus a partir do apoio no calcanhar. O tálus normalmente translada 2 a 9mm na mortalha, sendo importante comparar com o outro lado. O teste é positivo com translação acima de 4mm em comparação com o outro lado; um sinal clássico é do vácuo que se forma na região anterior do maléolo lateral, pela ausência do ligamento.

Questão Ciências Básicas 019

Discussão:

A manobra de Kelikian-Ducroquet envolve a compressão da “bola do pé”, que deve corrigir as deformidades dos dedos menores, se estas forem flexíveis.
Na manobra de McBride, com o paciente em posição ortostática bipodálica, deve-se promover a varização do hálux. Se está não for suficiente para alinhá-lo ao metatarso, está indicada liberação de partes moles laterais na cirurgia.
A avaliação de hipermobilidade é avaliada com a fixação dos quatro raios laterais com uma mão, enquanto, com a outra, promove-se movimento dorsal e plantar da cabeça do primeiro metatarso. Mede-se em milímetros e compara-se com o outro lado; no geral, acima de 30 graus de movimento total indica hipermobilidade.
O sinal dos muitos dedos é avaliado na ITP. Com o paciente em posição ortostática, visto por trás, normalmente observa-se apenas um dedo. Com o valgismo do retropé e abdução do antepé, tornam-se visíveis mais de um dedo.
O teste da gaveta pode ser realizado em quase qualquer articulação, e, quando há subluxação da MF, indica instabilidade por lesão traumática ou inflamatória. Deve-se estabilizar o metatarso com uma mão e, com a outra, promover o movimento dorsal e plantar da falange proximal.

Questão Ciências Básicas 020

Discussão:

A elevação na ponta dos pés, promovida a partir da contração do tríceps sural e do tibial posterior, promove uma cascata de eventos: o varismo do calcâneo permite seu bloqueio sob o tálus, o que, associado à mobilidade do Mediopé e da articulação de Chopard, cria uma estrutura rígida sobre a qual o corpo pode se elevar. Para isso ocorre, a fáscia plantar também deve estar competente, assim como os músculos do pé, para permitir uma elevação do arco plantar.
A integridade da raiz L5, contudo, é responsável pelo funcionamento do músculo tibial anterior, que permite à pessoa andar sobre os calcanhares, mas não está envolvida na contração do tríceps sural, que é relacionada à raiz S1.

Questão Ciências Básicas 021

Discussão:

O seio e o canal do tarso podem ser comparados a um funil, sendo o seio o cone, e o túnel, o tubo. A anastomose arterial que ocorre sob o tálus, na região inferior do colo, promove a vascularização do corpo. A artéria do seio do tarso e do canal do tarso se unem inferiormente ao tálus para formar um ramo que vasculariza o colo. A artéria do seio do tarso é originária de um ramo da fibular (lembra que o seio do tarso é letaral, portanto, tem de vir de uma artéria lateral!), enquanto a artéria do canal do tarso é originária da Tibial Posterior (medial – artéria medial!). A incidência de osteonecrose depende do grau de desvio da fratura. As anastomoses intraósseas permitem suprimento quando há lesão pequena de partes moles.

Questão Ciências Básicas 022

Discussão:

As articulações tarsometatarsais são conhecidas como articulações de lisfranc. O antepé/mediopé é dividido em 3 colunas: média, que inclui o primeiro MT e a cunha medial; central, que inclui o 2 e 3 MT e as cunhas intermédia e lateral; e a coluna lateral, que inclui os dois MT laterais e o cuboide. A coluna central é a mais estável, e para isso contribui a formação óssea do arcabouço do pé, em forma de arco romano; ademais, o segundo MT encontra-se preso, por se articular mais proximalmente com a cunha intermédia; a 2 articulação TMT encontra-se 8mm mais proximal que a primeira e 4 mm mais proximal que a terceira. Os raios laterais, por outro lado, são mais móveis e permitem maior adaptabilidade ao terreno, de forma que a sua artrodese por qualquer motivo apresenta grave comprometimento à qualidade da marcha em terreno irregulares.
Os ligamentos TMT vão do 1 ao 5 MT, são mais fortes plantarmente e mais fracos dorsalmente (a luxação é mais comum para dorsal). Por outro lado, os ligamentos intermetatarsais só ocorrem do 2 ao 5 MT. O complexo ligamentar de lisfranc é composto por três bandas; uma dorsal (mais fraca), uma plantar, e o ligamento de lisfranc em si, que é o mais forte. Este complexo liga a cunha medial ao segundo MT. Não há ligamento direto entre o 1 e o 2 MT.

Questão Ciências Básicas 023

Discussão:

A via posterolateral é mais indicada naquelas fraturas articulares completas em que o fragmento posterolateral (Volkmann) está totalmente dissociado da fíbula, ou naqueles que não alcançam redução apesar da redução adequada da fíbula; fraturas com um fragmento grande, porém minimamente cominuto e que pode ser reduzido anatomicamente à metadiáfise. Uma vez reduzido o fragmento, a avaliação articular torna-se impossível, de forma que a redução tem de se basear em interdigitações e escopia.
Preocupações anatômicas com esta via incluem a identificação dos fibulares (curto mais superficial, longo mais posterolateral), o flexor longo do hálux (ventre muscular mais lateral do compartimento posterior profundo; sua identificação garante que o feixe está protegido mais para proximal); o nervo sural e a safena parva, que estão mais posterior e superficialmente. A via é realizada logo posterior à fíbula, tentando desenvolver um flap único da pele à fáscia. Quando o acesso é direcionado à fíbula, os fibulares são rebatidos para posterior; quando direcionado à tíbia, os fibulares são rebatidos para anterior, e o FLH, para posterior.

Questão Ciências Básicas 024

Discussão:

Compartimentos do pé:
Anterior: tibial anterior, ELH, ELD, nervo fibular profundo
Lateral: fibulares, nervo fibular superficial
Posterior superficial: gastrocnêmios, plantar, poplíteo
Posterior profundo: tibial posterior, FLH, FLD, nervo tibial, artéria tibial posterior e fibular

Questão Ciências Básicas 025

Discussão:

O componente mais forte do complexo ligamentar deltoide é o tibiotalar posterior. O anterior provê suporte mínimo. O tibiocalcâneo é vertical. E o tibionavicular sobrepõe o tibiotalar anterior.

Questão Ciências Básicas 026

Discussão:

Medial plantar: Abdutor do hálux, FCD, lumbricais mediais, flexor curto do hálux
Plantar lateral: Abdutor do dedo mínimo, quadrado plantar, lumbricais laterais, adutor do hálux, flexor curto do dedo mínimo, interósseos.
Ambos são ramos terminais do nervo tibial.

Questão Ciências Básicas 027

Discussão:

Só para corrigir que quem na verdade morreu foi o BDP, não o Boi Fitness. BDP RIP.
De qualquer forma, o teste da redutibilidade é o Kelikian Ducroquet, no qual se realiza a compressão anteroposterior do pé, como se estivesse sob carga, para ver a redução dos artelhos.
No Bizu do batata, esmaga o croquete antes de comer.

Questão Ciências Básicas 028

Discussão:

É o ângulo de costa bertani, traçado pela superfície inferior do calcâneo e cruzando com uma linha que vai da borda inferior do navicular ao sesamoide. Normal de 115-128. Aumentado no pé plano, diminuído no pé cavo.

Questão Ciências Básicas 029

Discussão:

A fase de apoio ocupa 60% do ciclo e consiste em:
Apoio do calcanhar
Aplainamento do pé (15%)
Acomodação intermediária (15%)
Desprendimento do calcanhar (25%)
Desprendimento do hálux (5%)
A fase de oscilação ocupa 40% do ciclo normal e é dividida em:
Aceleração (4% do ciclo)
Oscilação intermediária (32%)
Desacel eração (4%)

Questão Ciências Básicas 030

Discussão:

De acordo com Tachdjians, o último osso a se ossificar no tarso é o navicular.
Pelo Netter: Calcâneo – 6m (fetal) (centro primário; 9 anos o secundário).
Navicular: 4 anos.
Cuneiformes: Medial – 3 anos; intermédio: 4 anos; lateral: 1 ano.
Cuboide: ao nascimento.

Questão Ciências Básicas 031

Discussão:

Ligamentos do tornozelo da parte medial: ligamento colateral medial (Deltoide, 4 partes):
Deltoide superficial: Tibiotalar anterior – resiste à eversão do tornozelo e é o ligamento mais fraco. Tibionavicular: restringe migração medial da cabeça do tálus. Tibiocalcâneo: resiste ao valgo.
Deltoide profundo: Tibiotalar posterior: resiste à rotação e à migração lateral; é o ligamento mais forte do complexo colateral medial.

Questão Ciências Básicas 032

Discussão:

O ângulo de Meary é traçado na incidência em perfil, entre o talus e o primeiro meta, e deve ser próximo de 0. Um ápice plantar indica pé plano, e um ápice dorsal, pé cavo.

Questão Ciências Básicas 033

Discussão:

Passo: distância entre dois pontos em que os pés tocam o solo. Dá-se o nome pelo pé que está na frente (step).
Passada: distância entre os pontos em que um mesmo pé tocou o solo em dois apoios consecutivos (stride).
Largura do passo: distância entre o ponto de contato inicial de um dos membros, pedida perpendicularmente ao segmento de reta que une dois pontos de contatos sucessivos do membro contralateral.

Questão Ciências Básicas 034

Discussão:

Gaveta anterior – LTFA.
Kelikian – redutibilidade dos dedos em garra
Mulder- neuroma de morton.

Questão Ciências Básicas 035

Discussão:

O centro de gravidade oscila 4,5cm (duas polegadas) na vertical.

Traumatologia e Ortopedia

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