Prova Oral

Prova de Atitudes

Noções: fratura da clavícula

Epidemiologia: 80% ocorrem no terço médio

Anatomia: Primeiro a se ossificar, último a se fechar (esterno-clavicular -> 22 a 25 anos). Porção distal contem os ligamentos coracoclaviculares (conoide e trapezóide) = estabilidade vertical. No terço proximal protege o plexo braquial, vasos subclávios e axilares, e o pulmão superior

Mecanismo de trauma: queda sobre o ombro, impacto direto e queda com a mão estendida , pode ocorrer secundário a contração muscular, devido a mecanismos patológicos ou fratura de estresse, mas é raro

Avaliação clínica: neurovascular, integridade da pele, ausculta pulmonar comparada

Lesões associadas: Mais comum é fratura das costelas, lesões do plexo braquial nas fraturas do terço proximal

Avaliação radiográfica: AP, apical oblíqua, TC para terço proximal

Classificação da Allman
Grupo I – terço médio (80%)
Grupo II – terço lateral (15%)
Grupo III – terço proximal (5%)

Classificação de Neer para fraturas do terço lateral
Tipo I – sem desvio, ligamentos intactos, fratura entre o conoide e trapezóide, ou entre os acromioclaviculares e os coracoclaviculares
Tipo II – desvio secundário a fratura medial aos ligamentos coracoclaviculares, alto índice de não-união
A= conoide e trapezóide íntegros, presos ao fragmento distal
B=conoide roto preso ao fragmento proximal, trapezóide integro preso ao fragmento distal
Fratura da superfície articular da acrômio clavicular, sem lesão ligamentar

Tratamentos:

Terço proximal tratamento cirúrgico somente no desvio posterior com ameaça a estruturas neurovasculares

Terço distal
Tipo I e III conservador, tipo III está associado a artrose pós-traumática
Tipo II associado a não-consolidação, tratamento cirúrgico na maioria dos casos

Terço médio – indicações absolutas para tratamento cirúrgico são: fratura exposta, encurtamento maior que 2 cm, lesão vascular, déficit neurológico progressivo, iminência de ruptura da pele, dissociação escapulo-torácica, fratura patológica desviada associada a paralisia do trapézio

Complicações: Comprometimento da pele e tecidos moles, comprometimento neurovascular, refratura, consolidação viciosa, artrose, não consolidação

Traumatologia e Ortopedia

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