Prova Oral

Prova de Atitudes

Noções: artropatia de Charcot

Causa:
Não há explicação para o acometimento de apenas alguns pés diabéticos e outros não. Perda do controle autonômico vascular. Fluxo sangüíneo basal no pé é 5 vezes maior em pacientes com neuropatia. Tal fluxo leva a osteopenia e combinado com perda somatossensitiva, com perda de dor e propriocepção, microlesões repetitivas são geradas: perda da integridade estrutural e Deformidade de colapso

Mecanismo de trauma:
Até com traumas menores, as alterações neuropáticas podem aparecer. A marca registrada em pacientes com Charcot inicial seguido do trauma, é o calor local e edema, usualmente fora de proporção com a lesão. Por vezes uma deformidade no tarso precoce pode ocorrer antes do paciente chegar ao ortopedista.

Exames diagnósticos:
Uma cintilografia com Tc-99 é positivo antes das radiografias de rotina anormalizarem-se. ENMG pode mostrar tempos prolongados de condução, especialmente no sural, bem como fibrilações musculares com diminuição do potencial de ação das unidades musculares.

Classificação:
Eichenholtz: Estágio 0 – Edema unilateral, eritema e calor local, sem lesão de pele, Rx sem alteração. Estágio 1 – Edema unilateral, eritema, calor local, Rx com destruição óssea, luxação articular ou subluxação. Estágio 2 – Edema diminuído, eritema e calor presentes, Rx com fragmentos de fratura e absorção de debris ósseos. Estágio 3 – Sem edema ou mínimo, eritema, calor local leves, Rx com consolidação ou remodelação de fragmentos de fratura

Tratamento:
CARGA ZERO e gesso até todos os sinais inflamatórios se resolverem (pode levar meses), pode prevenir deformidade significante.
Estágio 0, 1 e 2 – Prevenção e retirada de carga por vários meses seguida de brace.
Estágio 3 – Brace e cirurgias de salvamento.

Traumatologia e Ortopedia

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