Fratura do fêmur distal em crianças

As fraturas da placa epifisária são frequentemente relacionadas a traumatismo do joelho durante práticas esportivas em crianças e adolescentes. As fraturas do fêmur distal correspondem a 5–15% de todas as fraturas epifisárias, sendo a maioria delas do tipo II segundo a classificação de Salter-Harris.

Mecanismo de lesão

Os mecanismos de lesão propostos, baseados em estudos radiográficos e na morfologia das lesões, incluem hiperextensão do joelho, bem como atuação de forças em valgo ou em varo.

Diagnóstico

A ressonância magnética é um importante método suplementar à radiografia nos casos de fraturas ocultas ou nas lesões agudas, uma vez que as lesões do fêmur distal podem causar distúrbios do crescimento com potencial encurtamento do membro, além de deformidade angular.

Tratamento

Historicamente, a maioria das fraturas de Salter-Harris tipo I ou II são consideradas fraturas inocentes. O tratamento habitual consiste em redução fechada e engessamento do membro afetado.

As fraturas distais do fêmur são muitas vezes tratadas com hastes elásticas, mas é necessário por vezes adicionar métodos complementares de fixação tais como imobilização gessada ou fixação externa. 

Nas fraturas complexas, cominutivas, pode-se fazer uso de parafusos e arruelas.

Em adolescentes, a haste rígida de entrada lateral permite resolver os problemas de alinhamento, encurtamento e carga precoce, evitando o risco temível da necrose avascular associada a entrada pela fossa piriforme.

Complicações

As causas mais comuns de falha na redução fechada, reconhecidas na literatura ortopédica, são decorrentes da presença de interposição de fragmento periosteal na fratura epifisária. Se o fragmento periosteal for suficientemente grande, então se indica a redução cirúrgica, a fim de diminuir a incidência de fechamento prematuro da fise.

Última modificação porAvatarMarcioR4
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