Espondilose (artrose na coluna)

Espondilose

espondilose ou artrose na coluna é uma alteração degenerativa da coluna vertebral, consequência do progressivo envelhecimento das estruturas que a constituem. É extremamente frequente, e pese embora na maioria dos casos não se trate de uma situação grave, pode ser causa de dor e incapacidade importantes. Espondilose pode ocorrer em qualquer parte da coluna (cervical, torácica ou lombar) sendo discos e articulações os locais mais frequentes.

Outros termos habitualmente utilizados para designar a osteoartrose da coluna são espondilartrose e espondilodiscartrose.

Uncoartrose

Uncoartrose é o desgaste nos processos unciformes das vértebras cervicais. Este desgaste se dá pelo conjunto de alterações provocadas pela artrose da coluna cervical, levando à diminuição do diâmetro dos forames intervertebrais (espaços por onde passam as raízes nervosas).

vertebra cervical

Os sintomas mais comuns que podem manifestar-se em pessoas com uncoartrose cervical são dor, formigamento nos braços, fraqueza muscular e tremores e dificuldade para mexer o pescoço, devido à perda da amplitude articular na região cervical.

As causas que podem estar na origem da uncoartrose cervical são fatores genéticos e hereditários, ocorrência de lesões na região, uso de cigarro, avançar da idade, ter alguma ocupação ou hobbie que envolva movimentos repetitivos ou trabalhos pesados ou ter peso excessivo, que pode colocar pressão extra na coluna, resultando em desgaste precoce.

Causas

Os ossos da coluna, as vértebras, articulam entre si por intermédio dos discos intervertebrais, estruturas que permitem o movimento e a absorção de choques, e por um par de articulações chamadas interfacetárias ou zigapofisárias.

À medida que envelhecemos, ocorrem alterações a nível celular que vão afetar a estrutura e o funcionamento dos discos intervertebrais (discopatia degenerativadiscartrose e uncartrose) e articulações interfacetárias (zigartrose ou artrose interapofisária), tornando-os menos resistentes ao desgaste da utilização diária.

espondilose

Os discos perdem a sua estrutura, forma e altura, alterando o padrão de movimento intervertebral e sobrecarregando as articulações interfacetárias. Consequentemente desenvolvem-se espículas ósseas, os osteófitos, vulgarmente designados por bicos de papagaio, que podem comprimir as estruturas nervosas causando inflamação e dor.

Fatores de risco

espondilose está associada ao envelhecimento, estimando-se que após os 40 anos mais de 80% da população evidencie algum grau de artrose nos estudos radiográficos. Contudo, a maioria não apresenta sintomas significativos.

Parece também haver uma predisposição genética para o desenvolvimento da artrose, que é mais comum em indivíduos que sofram igualmente de artrose das ancas, joelhos e mãos. Profissões e atividades fisicamente exigentes podem igualmente associar-se à espondilose e ao aparecimento de sintomas.

Sintomas

A espondilose ou artrose na coluna manifesta-se com sintomas como dor, desconforto ou tensão nas costas ou pescoço.

A intensidade é variável, podendo mudar ao longo do dia, com o movimento, posição ou atividade, mas na maioria dos doentes não é incapacitante. A dor tanto pode ser bem localizada e limitada à coluna como irradiar para a cabeça (na espondilose cervical), tórax (na espondilose dorsal) ou nádegas e virilhas (na espondilose lombar e lombossacra). Ciática (dor irradiada ao longo da perna e pé), adormecimento ou alterações da força podem ocorrer consequentemente a compressão de um nervo.

Diagnóstico

Os estudos radiográficos mostram os típicos sinais da espondilose, como osteófitos (bicos de papagaio), perda da altura dos discos intervertebrais, artrose interfacetária, instabilidade vertebral ou alteração das normais curvaturas da coluna.

Numa fase inicial, todas estas alterações são pouco pronunciadas. Contudo, não há uma relação direta entre a magnitude das alterações degenerativas e a clínica, podendo doentes com espondilose incipiente, apresentarem dor incapacitante, enquanto que outros com marcadas alterações radiográficas estarem praticamente assintomáticos.

Outros exames como Tomografia Computorizada (TAC) e a Ressonância Magnética (RM) da coluna podem ser igualmente requisitadas para uma melhor definição das alterações ósseas e restantes estruturas da coluna vertebral.

Tratamento

Na espondilose, o tratamento conservador, não cirúrgico, é eficaz e está indicado na maioria das situações:

  • Medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, podem aliviar a dor e permitir uma reabilitação mais adequada;
  • Fisioterapia e Acupuntura, incluindo aplicação de calor, gelo, massagem, ultrassons ou eletroestimulação. O reforço muscular ativo, o treino cardiovascular e o controlo do peso estão igualmente indicados;
  • Fazer repouso pode ser necessário temporariamente, mas deve ser desaconselhado e preferir a recuperação ativa.

Intervenções minimamente invasivas como infiltrações articularesbloqueios nervosos ou radiofrequência podem ser benéficas em determinados pacientes.

Tratamento cirúrgico

cirurgia (ou operação), envolvendo a fusão de segmentos vertebrais só muito raramente está indicada na espondilose.

Artrose zigoapofisária >
Última modificação porAvatarMarcioR4
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