Discopatia ou doença degenerativa do disco intervertebral

A discopatia degenerativa do disco intervertebral ou doença discal degenerativa (DDD) acompanhada de desidratação discal é uma consequência do envelhecimento fisiológico natural do disco.

Os discos na coluna são constituídos essencialmente de água. Com o passar dos anos, eles perdem líquido e ficam mais finos. Com os discos mais planos, há maior dificuldade em absorver choques, pois significa menos amortecimento entre as vértebras. Isso pode levar a problemas na coluna que causam dor.

Além da desidratação do disco, podem ocorrer fissuras no disco fazendo com que o núcleo, que é mais gelatinoso, seja direcionado para fora, podendo tocar no nervo ocasionado dor. Este quadro também é chamado de hérnia de disco.

A terminologia e o grau da doença degenerativa discal são motivos de muita polêmica e controvérsias e frequentemente os mesmos termos são usados com diferentes significados.

Discopatia degenerativa é uma alteração comummente encontrada nos exames de imagem, como raio-X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, que significa que o disco intervertebral presente entre cada vértebra da coluna está se degenerando, ou seja, perdendo a sua forma original, o que aumenta o risco de ter uma hérnia de disco, por exemplo. 

Dessa forma, ter uma discopatia degenerativa não significa que a pessoa tem uma hérnia de disco, mas que tem um risco aumentado.

discopatia degenerativa

Causa da degeneração do disco

A degeneração discal, como também é conhecida, acontece devido a fatores como a desidratação do disco, fissuras ou rupturas do disco, que podem acontecer devido ao sedentarismo, traumas, prática de exercícios vigorosos ou trabalho com esforço físico, além do próprio envelhecimento. Embora possa afetar pessoas jovens, as mais afetadas tem mais de 30-40 anos de idade. 

Pessoas que passam muitas horas sentadas e que precisam inclinar o corpo para frente, de forma repetitiva ao longo do dia, como motoristas de caminhões, secretárias e dentistas, tem maiores chances de apresentar alguma alteração do disco vertebral. 

Não é preciso um evento traumático de grande importância para dar início a degeneração discal, porque ela também pode se desenvolver de forma silenciosa e progressiva ao longo da vida. 

Classificações

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Principais sintomas

Os sintomas mais comuns são dores na lombar e/ou na cervical (região do pescoço), podendo irradiar para membros superiores (escápula, braços) e inferiores (nádegas, pernas). Em alguns casos, podem ocorrer dormência e formigamento dos membros e fraqueza nos músculos. Estas dores podem ir e vir de tempos em tempos e podem durar dias a meses.

Pode piorar ao sentar-se, ao levantar-se e em movimentos de flexão e torção da coluna. A dor melhora ao mover-se e ao caminhar, ao deitar-se ou ao mudar de posição.

Os níveis da coluna que geralmente são mais afetados são L4-L5 e L5-S1 (região lombar) e C5-C6 (região cervical), que são locais de maior movimentação e sobrecarga da coluna.

A Discopatia se manifesta por dores na nuca ou nas costas, de acordo com a área afetada. As dores na parte inferior das costas costumam ser os sintomas mais frequentes. Na evolução da discopatia, à medida que ocorre a ruptura do anel de fibras da periferia do disco, também pode desencadear uma compressão das raízes nervosas, provocando dor irradiada para a perna e algumas vezes redução da sensibilidade, formigamentos e sensação de fraqueza. Também pode surgir rigidez na coluna vertebral, especialmente no fim do dia, mais frequente na região inferior, na coluna lombar.

Fatores de risco

Além do envelhecimento, alguns outros fatores podem acelerar a degeneração do disco, como obesidade, tabagismo, atividade física intensa e lesão aguda ou súbita, como uma queda.

Diagnóstico

Através do exame de ressonância magnética.

discopatia

Tratamentos

Na maioria dos casos, a dor na coluna melhora com a realização de fisioterapia e o uso de medicações indicadas pelo médico.

É possível melhorar a qualidade do disco, eliminando completamente a dor, se essa existir. O tratamento para melhorar a qualidade do disco intervertebral consiste em duas hipóteses: cirurgia, quando já existe hérnia de disco, ou fisioterapia quando existe dor e limitação dos movimentos.

Algumas orientações importantes em caso de discopatia degenerativa, sem sintomas e sem hérnia de disco são preservar a coluna, mantendo a boa postura ao caminhar, sentar, deitar, dormir e permanecer de pé. Além disso, também é importante evitar fazer esforços físicos, e sempre que for preciso levantar objetos pesados, deve o fazer de forma correta, sem forçar a coluna. Praticar exercício físico como a musculação, sob orientação profissional, 2-3 vezes por semana é indicado para todas as pessoas sedentárias e que passam muito tempo na mesma posição durante o trabalho.

Não havendo melhora, pode ser indicado a infiltração da coluna, que é a injeção de medicação anti-inflamatória no local para auxiliar na redução da dor.

Caso nenhum dos tratamentos funcione ou dependendo do grau de degeneração do disco, a cirurgia pode ser indicada.

Última modificação porAvatarMarcioR4
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