Hérnia de disco torácica

A herniação discal torácica representa 0,25 à 0,75% de todas as protrusões discais e menos que 4% das cirurgias para hérnia de disco e 80% dos casos ocorrem entre 30 e 50 anos de idade. Geralmente localiza-se abaixo de T8 devido a maior mobilidade deste segmento. Quanto à localização, 94% são centro-laterais e 6% laterais. Em 65% dos casos são calcificadas. O exame de escolha para diagnóstico e acompanhamento é a RNM da coluna torácica permitindo avaliar as estruturas disco-ligamentares além de ajudar a inferir sofrimento neurológico mielo ou radicular.

, Hérnia de disco torácica, Ortopedista Especialista em Coluna de Brasília - DF

Manifestações Clínicas

A hérnia torácica é consequência de um processo degenerativo do disco intervertebral ocasionando um quadro de compressão do tipo mielorradicular. Os sintomas mais comuns são: dor (60%), alterações sensitivas (23%) e sintomas motores (18%). Inicia-se com um quadro doloroso em região dorsal que piora com o movimento. Geralmente a dor é unilateral, em faixa, apresentando trajeto radicular mal definido. Algumas vezes simulando angina e epigastralgia, fato que leva frequentemente a equívoco e atraso no diagnóstico. Parestesias geralmente estão presentes.

Quando ocorre compressão medular os tratos longos piramidais, extrapiramidais e espinotalâmicos são afetados. Esse quadro leva ao desenvolvimento de paraparesia ou paraplegia, de evolução prolongada, com sinais de liberação piramidal (hiperreflexia, clônus e Babinski). Nos casos de herniação traumática aguda o quadro é mais abrupto.

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Tratamento

As principais indicações cirúrgicas são: radiculopatia refratária ao tratamento clínico e mielopatia compressiva. Siringomielia sintomática no nível da herniação discal também pode indicar cirurgia.

A cirurgia para hérnia de disco torácica é particularmente difícil devido a: dificuldades dos acessos anteriores, canal vertebral estreito nessa topografia, hérnias calcificadas e por apresentar geralmente localização centro-lateral. As principais abordagens cirúrgicas são:

– Abordagem anterior toracoscópica videoassistida;
– Abordagem pósterolateral (costotransversectomia, tanspedicular);
– Abordagem anterolateral (transtorácica);
– Abordagem lateral extra-cavitária.

De maneira geral as hérnias laterais, “moles” e localizadas na região torácica inferior podem ser abordadas pela via posterior.  No entanto, herniações centrais e calcificadas são melhor tratadas por abordagem anterior ou anterolateral. A laminectomia isolada para essa patologia apresenta taxa de morbidade neurológica elevada com resultados clínicos precários, portanto, não é  mais recomendada.

Os fatores que ditam a escolha da melhor abordagem cirúrgica são: local da herniação (central, lateral ou foraminal), quadro clínico, experiência do cirurgião e os recursos tecnológicos disponíveis. O uso de monitorização intra-operatória com potenciais evocados somatosensitivos é de grande valor para evitar novos déficits decorrentes da cirurgia.

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